domingo, 1 de novembro de 2009

Para onde vamos?

Companheiros,

seguindo a linha de raciocínio do último artigo, quero colocar em questão a problemática que é cada vez mais constante em nossos grandes centros. Engarrafamentos em quase todos os horários (não existe mais "rush"), expansão das favelas, violência, criminalidade. Na minha opinião, o "movimento migratório" que está acontecendo hoje é de que as pessoas que tem condição financeira estão optando em morar afastadas dos grandes centros urbanos. Haja vista que podem se manter em lugares onde os serviços são precários, mas o sossego e a tranquilidade são abundantes. No caso contrário, aqueles que não possuem tal condição são cada vez mais jogados para o núcleo dos grandes centros, causando um iminente colapso nas engrenagens que movem o Rio de Janeiro. Estas pessoas, em sua maioria, estão mais perto dos serviços e "facilidades" da capital, mas são obrigados a conviver com os problemas já citados. Sendo que a proporção de pessoas que são obrigadas a viver neste caos é infinitamente maior do que aqueles que podem se refugiar no interior, onde estaremos daqui a dez anos? Teremos lugares suficientes para acomodar de forma confortável essa massa que cada vez mais aumenta? Teremos condições de arcar pelo alto custo da falta de planejamento do passado?


Sossegadamente,

Dr. Ernesto.

3 comentários:

Peter Garcia disse...

Pois é...uma outra boa questão a ser discutida. Resumidamente tal problema pode ser resolvido a partir de uma medida: um maior incentivo a educação.
Com uma boa educação ocorrerá uma menor taxa de natalidade a partir da conscientização,menor percentual de violência,etc...Logo seria menos dificil viver nesse aglomerado.
Mas como esse incentivo não é feito,a perspectiva de um bom futuro na cidade grande não é das melhores.

Espero ter contribuido,
Abraço a todos!

Dr. Ernesto disse...

Mas na minha opinião, Peter, o problema está muito mais ligado às famílias que hoje se compõe do pai, da mãe, do filho, da filha e do neto. As meninas estão engravidando muito cedo e isso desetrutura toda a organização familiar. As mães continuam a ter filhos e os filhos também...

Anônimo disse...

Creio que esse seja um problema da Pós-modernidade...cada vez mais as cidades mundializam-se, universalizam-se, perdendo o seu maior diferencial: o que é rural e o que é urbano. O efeito globalização trouxe esta questão. Contudo, no aspecto interno falta política pública para evitar a asfixia das grandes cidades. Professor Jorge